Em 16/12/2017 às 13h08


Encontro de paredões do futuro em São Januário

Destaque do sub-20 e hoje no profissional, João Pedro deu conselhos para Victor Costa, Gabriel Caldeira e João Lecce, goleiros das categorias iniciais

Por: Carlos Gregório Júnior e Sarah Borborema

São Januário, Rio

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Gabriel Caldeira, Victor Costa, João Pedro e João Lecce- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O ano foi mágico para o Vasco da Gama no quesito formação de goleiros. O trabalho de verticalização de treinamentos iniciado no passado trouxe bons frutos para o Gigante da Colina na temporada. Os resultados positivos puderam ser vistos em todas as categorias, incluindo a profissional, que carimbou o passaporte para a Taça Libertadores possuindo no elenco três dos quatro arqueiros formados em casa.

Um desses três não chegou a entrar em campo no principal, porém brilhou defendendo a meta do sub-20 ao longo de 2017. As excepcionais atuações durante a Copa São Paulo, a Copa do Brasil e o Carioca fizeram João Pedro subir de status e se tornar uma referência no clube para os mais jovens. É ele a grande inspiração de Victor Costa (sub-10), Gabriel Caldeira (sub-11) e João Lecce (sub-12).

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João Pedro conversa com os goleiros mirins no campo anexo

Considerado um dos goleiros mais promissores do país em sua faixa etária, João Pedro deu uma pausa nas férias na última semana para fazer a alegria dos três paredões mirins em São Januário. O hoje terceiro goleiro do time profissional distribuiu conselhos, respondeu perguntas e bateu bola com os pequenos. Agarrar a chance num dos principais clubes do mundo foi a principal dica dada pelo paredão da Geração 98.

- Foi um dia especial. Voltei no tempo e lembrei do que passei para chegar no Vasco. Quando tinha a idade deles, eu não jogava aqui, mas me dediquei para ser visto e hoje estou vivendo um momento incrível, algo que sempre quis viver. Disse para agarrarem a oportunidade de representar um grande clube, muitos gostariam de estar no Vasco. São moleques de talento e que terão um futuro brilhante pela frente se mantiverem o mesmo foco - afirmou João Pedro.

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Encontro de paredões foi marcado por papo sério e também descontração

Os elogios de João Pedro para as jovens promessas cruzmaltinas não são em vão. Isso porque os três jovens arqueiros encerraram a temporada como melhores do Rio de Janeiro em suas respectivas categorias. Victor Costa, do sub-10, conquistou a "luva de ouro" no Festbolin e no Torneio Integração. Gabriel Caldeira, do sub-11, ganhou o mesmo prêmio na Copa Dente de Leite. João Lecce, por sua vez, levou esse título no Metropolitano sub-12.

"Um grande time começa por um grande goleiro"

O velho ditado do futebol foi seguido à risca pelo pré-mirim do Vasco. É bem verdade que Victor Costa e Gabriel Caldeira ainda não são grandes em altura, porém foram gigantes ao longo do ano nas metas das equipes sub-10 e sub-11, respectivamente. Se a categoria foi a mais vitoriosa do Gigante da Colina na temporada, os camisas 1 possuem um enorme parcela de contribuição.

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Victor Costa é o camisa 1 da equipe sub-10 do Vasco da Gama

Carinhosamente chamado de Alemão, Victor Costa defendia as cores do Marã em 2015 quando foi convidado para fazer um teste em São Januário. A aprovação veio rápido, assim também como sua afirmação com a camisa cruzmaltina. Em 2017, para se ter uma ideia, o pequeno ganhou a "luva de ouro" em todos os campeonatos que disputou com a equipe sub-10.

- Nossa equipe ganhou muitos títulos nesse ano. Tivemos a defesa menos vazada em todos os campeonatos. Foi um ano excelente para nós. Eu trabalhei forte e aprendi um monte de coisa, me tornei um goleiro melhor. Vou continuar treinando muito para realizar o meu sonho de chegar no profissional e também na Seleção Brasileira. O meu ídolo é o Martín Silva. Acho ele um excelente goleiro. E o Vasco é minha segunda casa, me sinto bem aqui - disse Victor.

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Gabriel Caldeira vai no alto para fazer grande defesa no campo anexo

A trajetória de Gabriel Caldeira em São Januário começou três anos antes que a de "Alemão", em 2012. No início, apesar do desejo do pai ex-goleiro, o hoje titular do sub-11 atuava na linha. Como não vinha tendo um desempenho igual ao dos companheiros, acabou sendo colocado na meta, onde se firmou. O camisa 1 foi o heroi vascaíno na conquista da Copa Dente de Leite ao pegar três pênaltis na decisão com o Fluminense.

- Eu comecei jogando na linha em outro clube. Foi quando um amigo do meu pai me chamou para fazer teste no Vasco. Não consegui ir bem na linha e acabei virando goleiro. O meu pai era goleiro, então ele sempre conversou comigo para jogar nessa posiçao e seguir a carreira dele. Hoje estou feliz e gosto muito de agarrar. Foi um ano muito bom, com muitas conquistas. Agradeço a Deus por tudo - declarou Gabriel.

Personalidade e liderança: os segredos do melhor goleiro sub-12 do Rio

Quem for acompanhar uma partida do sub-12 sem saber que se trata dessa categoria e observar as ações de João Lecce em campo, certamente dirá que se trata de um goleiro mais experiente. A afirmação não é um exagero, afinal ele é conhecido no cenário carioca por executar com perfeição os fundamentos da posição. Essa característica explica o fato dele ter sido o arqueiro mais jovem a treinar com os profissionais em 2017.

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João Lecce sorri após bate-papo com João Pedro na Colina- Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O curioso é que a vinda de João Lecce para o Gigante da Colina aconteceu meio por acaso. Antes de vestir a camisa cruzmaltina, o garoto flertou com o Botafogo e atuou no Fluminense durante três anos, até ser descartado em 2014. A dispensa não o fez desistir, muito pelo contrário, o deu ainda mais forças para seguir em busca do sonho. No mesmo ano, o promissor goleiro desembarcou em São Januário e três meses depois se tornou titular.

- O Vasco me proporcionou várias chances. Eu cheguei aqui como terceiro goleiro, mas trabalhei bastante, dei o meu melhor em todos os treinos, e hoje sou titular. Tenho muito que agradecer ao Vasco, por ter aberto as portas para mim, por estar acreditando e apostando em mim para o futuro. É a minha segunda casa. Chego aqui pela manhã para a escola e só vou para casa de noite, depois do futsal. Foi muito legal treinar com o profissional. Fiquei meio envergonhado no início, não conhecia eles, mas todos me receberam bem e depois me soltei. Uma experiência incrível - contou Lecce.

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