“Era um artista de rara lucidez” – Tostão completa 66 anos

sexta-feira, 25/01/2013

Eduardo Gonçalves de Andrade nasceu no dia 25 de janeiro de 1947, em Belo Horizonte, e foi o maior jogador mineiro depois de Pelé. Como meia ou centroavante, Tostão, como era conhecido, brilhou nos gramados do Brasil durante a década de 60 e o começo dos anos 70, tornando-se referência para qualquer pessoa que goste do futebol de alto nível técnico.

“Quem viu Tostão pode se considerar uma pessoa feliz. Ele nos contemplou com as melhores lições de bom gosto que o futebol é capaz de dar ao esporte. Era um artista de rara lucidez” – Armando Nogueira, escritor e jornalista.

Em 1972, enquanto Tostão pensava em deixar o Cruzeiro, o Vasco conseguiu alguns parceiros como Afonso Pinto Magalhães, dono do Banco Pinto Magalhães, o comerciante Artur Sendas, dono de uma grande rede de lojas e o ex-presidente João Silva para juntar 3 milhões e 500 mil cruzeiros, um recorde para a época, e levou Tostão para São Januário. Ao chegar ao Rio de Janeiro, foi recebido por uma grande multidão de vascaínos, aproximadamente dez mil torcedores, a maior que já recebeu um jogador no Rio.

No dia 7 de maio do mesmo ano, o atacante estreava com a camisa cruzmaltina, no empate por 2 a 2 com o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. O atleta mais caro da história do futebol brasileiro na época, ficou menos de um ano na Colina, jogando 45 partidas e marcando seis gols, quando foi obrigado a abreviar sua carreira aos 27 anos, por conta de um problema no olho esquerdo durante um jogo contra o Corinthians, em 1969, quando foi atingido por uma forte bolada, que comprometeu sua retina.

Com isso, passou a se dedicar aos estudos, formando-se em medicina na capital mineira, onde passou a exercer a profissão. Um tempo depois, passou a ser cronista esportivo e chegou a escrever o livro de memórias “Lembranças, Opiniões e Reflexões sobre Futebol”.

Mesmo jogando pouco pelo Vasco, Tostão marcou o inicio de uma nova era, empolgando a torcida. Mas, foi na Copa de 1970 que o centroavante escreveu seu nome da história do futebol. Ao lado de Clodoaldo, Pelé, Gérson, Rivelino e Jairzinho, fez parte da Seleção Brasileira que encantou o mundo ao abocanhar o título com uma incontestável goleada sobre a Itália, por 4 a 1. Em 65 jogos, pelo Brasil, balançou a rede 36 vezes.

Números pelo Vasco:

Primeiro jogo: Flamengo 2 x 2 Vasco – 07/05/1972

Primeira vitória: Vasco 1 x 0 Fluminense – 21/05/1972

Último gol: Vasco 1 x 0 Flamengo (aos 34 do segundo tempo) – 10/02/1973

Último jogo: Argentinos Júniors 0 x 0 Vasco – 27/02/1973