Decisivo contra o Bangu, Raniel mira mais gols com a camisa cruzmaltina

sexta-feira, 18/02/2022

Por: João Pedro Isidro, São Januário

O atacante Raniel marcou seu quarto gol pelo Vasco na vitória por 2 a 0 contra o Bangu, na última quinta-feira (18/2), em São Januário. O camisa 9 concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, no CT Moacyr Barbosa e falou sobre o seu início no Vasco da Gama.

– É um combustível a mais defender o Vasco. Sei da ferida que o torcedor do Vasco tem e sei da minha história. Foi um casamento – afirmou ele, que também falou sobre ocupar a vaga que antes era de Germán Cano:

– Não sinto essa responsabilidade de substituir o Cano. O Zé pede para eu jogar tranquilo. Sei da responsabilidade que é defender o Vasco e substituir um cara como o Cano, que a torcida gostava muito. Mas dou meu máximo, pensando daqui para frente. O Vasco só tem a ganhar – disse Raniel.

Raniel comemora seu gol contra o Bangu (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Questionado sobre a atuação da equipe, o atacante citou outras partidas e ressaltou a importância de garantir a vitória.

– Contra o Botafogo tivemos o total domínio do jogo, mas infelizmente não conseguimos o gol. Vai ter jogo difícil. As coisas são assim. Encontramos dificuldades no primeiro tempo contra o Bangu, que é um time muito bem treinado. Na Série B vai ser assim. O mais importante é matar quando tivermos chances. Time grande é assim. Nem sempre vai jogar bem, mas tem sempre que vencer. Mais importante foi que saímos com a vitória – destacou.

Vice-artilheiro do Vasco na temporada atrás de Nene, com cinco, Raniel priorizou os resultados coletivos com a camisa do Gigante.

– A artilharia seria boa para mim. Sendo bom para mim seria bom para o Vasco. Mas primeiro quero que o Vasco se classifique e busque o título da Taça Guanabara. A artilharia fica em segundo plano, é uma meta pessoal. Em primeiro lugar vem o Vasco e queremos ser campeões – deixou claro.

Confira outros tópicos da entrevista

Novo Raniel

– A minha preparação. Estou muito preparado para ajudar o Vasco. Isso influenciou muito. Mas o modo de jogo também. Jogar com Nene é muito fácil. É um conjunto. A minha preparação, a forma de jogo do Zé Ricardo e os valores individuais que temos.

Foco na dupla com Nene

– Temos a força do elenco. Contra o Botafogo, a maioria das chances que tivemos foi do pessoal que saiu do banco. Sei que às vezes eu e Nene estaremos bem marcados, mas tem o Pec, tem o Nazário, tem um grupo. O mais importante é o Vasco vencer, independente de quem marcar o gol.

Dinossauro

– Sigo ele (o personal) nas redes sociais. Gosto da forma que ele brinca, e peguei essa comemoração para mim. Quando fui na Vasco TV, o Donizete disse que eu tinha que imitar o dinossauro. E passei a imitar. O torcedor gostou, meus filhos gostaram. Virou febre. Espero em nome de Jesus que acontece mais gols e comemorações. Tem tanto nome. Ranicreú, Ranissauro (risos).

Físico

– Eu não vinha jogando com frequência. Mas por incrível que pareça estou bem, me sentindo bem, me preparei muito bem na pré-temporada. O cansaço é para os dois times. Creio que nossa qualidade vai se sobressair.

Clássicos e Copa do Brasil

– Sabemos da responsabilidade. Procuro não chamar esse peso para mim. Somos um grupo. Não adianta eu fazer dois gols e nós perdemos o jogo. O importante é o Vasco vencer. Serão três jogos difíceis. Mas vamos pensar primeiro nesse jogo contra o Audax. Depois teremos uma semana inteira para pensar em Fluminense, Ferroviária. Porque a temporada vai ser assim, com jogos complicados. Não serão apenas jogos do Carioca. E temos que estar preparados.

Confiança de Zé Ricardo

– O Zé conversa comigo à parte. Antes do último jogo, ele me chamou na sala e disse que eu tinha começado bem, mas não marcava há dois jogos, para ficar tranquilo. Também tem ajuda da psicóloga. Com a nossa mente estando boa, conseguimos produzir mais.