Figueiredo vibra com primeiro gol pelo Vasco em domingo inesquecível

segunda-feira, 16/05/2022

Por: Matheus Babo, São Januário

Só vive o propósito quem suporta o processo. A frase se tornou comum nos posts do atacante Figueiredo, de 20 anos, que marcou seu primeiro gol pelo profissional na vitória por 1 a 0 diante do Bahia, no último domingo (15/5). E o processo do camisa 15 foi longo. A estreia no time principal foi em março de 2021, contra a Portuguesa, pelo Carioca. Pouco mais de um ano depois, ele terminou a noite como o Craque do Jogo na transmissão da TV Globo, do Desafio Hebron/Energiclin e ainda teve seu gol eleito como o Gol do Fantástico.

Foto: Daniel Ramalho/Vasco

Da estreia até o gol, foram 47 jogos, entre idas e vindas para a equipe Sub-20. Na Base, os gols saíram. No início do ano, foi um dos destaques do Vasco na disputa da Copinha e artilheiro da competição, com oito gols (sendo um deles um golaço contra o São Paulo).

– Eu venho treinando bastante essa falta com o Nenê. Graças a Deus fui muito feliz, a bola foi variando e não tinha como ser melhor. Com o Caldeirão lotado, a torcida empurrando, fazer o primeiro gol desse jeito. Fico muito feliz. Não tem explicação. É só viver e aproveitar o momento. Sensação extraordinária.

E o primeiro gol não poderia vir num momento melhor, como o próprio Menino da Colina disse. Por ironia do destino, ele foi no gol que agora recebe a estátua do maior ídolo da história do Gigante, Roberto Dinamite. E as coincidências não param por aí. Além de ter sido uma bomba que atingiu 106km/h, Figueiredo usava a mesma camisa 15 que Roberto utilizou quando marcou o primeiro de seus 708 gols pelo Vasco.

Foto: Daniel Ramalho/Vasco

– Comparar com ele assim é meio difícil. Ele foi um fenômeno. Só tenho que agradecer por ter sido feliz nesse chute. Vai ficar marcado, ainda mais ali no gol que está a estátua dele – explica Figueiredo, antes de falar sobre como sonhava que seria seu primeiro gol como profissional:

– Nunca fantasiei, imaginei que o primeiro gol seria assim. Pensava em um gol de rebote, uma bola na área, algo nesse sentido, mas saiu assim porque Deus quis. Passa muita coisa na nossa cabeça. Estar fazendo isso num time grande como o Vasco me deixa muito feliz. Agora que entramos no G4 o foco é permanecer e conseguir esse acesso.

OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA

TEVE CULPA DO GOLEIRO?
Não posso falar da parte dele. Sei que fui muito feliz, a bola foi variando, fica muito difícil pro goleiro pegar. Deu tudo certo.

SE SENTE ALIVIADO?
Pode ser um pouquinho de alívio também, mas eu me cobrava para ter boas atuações, que eu vinha tendo. O gol eu sabia que iria sair naturalmente. Resultado de muito trabalho.

COBRADOR DE FALTAS?
Na base nunca fui um batedor de faltas, mas no profissional eu tenho treinado bastante, ainda mais com a ajuda do Nenê, que é um grande cobrador e as coisas vão melhorando. Que venham mais gols. Acho que o goleiro acabou surpreendido. Esperava que fosse o Nenê.

 

 

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