Nadadora vascaína se inspira na história do pai, técnico do Vasco

quinta-feira, 29/10/2020

Por: Bruna Teixeira, São Januário

Atleta do Vasco, Camila Nascimento esbanja talentos. Ela nada, canta, dança, etc. Mesmo com a vida corrida, Caca consegue dar conta de todas as tarefas de forma impecável. Conheça hoje a nadadora que carrega a Cruz de Malta como herança de família. A maior inspiração da jovem é o pai dela que tem uma história antiga com o Vasco. Caca fala sobre as origens dela com o Gigante da Colina:

– Uma boa parte da minha família é vascaína. O meu pai é muito Vasco. Desde pequena eu sempre estava com ele nos jogos, meu pai nadava no Vasco e eu cresci ouvindo as histórias dele com o clube. Seria impossível eu escolher não torcer para o Vasco. Eu gosto muito do meu clube e sinto bastante orgulho de tudo que eu vivo aqui.

Caca no Parque aquático de São Januário (Foto: Bruna Teixeira/ Vasco)

Nas águas de São Januário, a menina Caca vem realizando um dos sonhos dela. A jovem tem a honra de nadar ao lado do pai que é um dos técnicos dos atletas cruzmaltinos. A jovem conta como surgiu o interesse pelo esporte:

– Minha relação com a natação vem desde criança. Comecei nadar com três anos por conta dos meus pais. O meu pai foi aluno quase a vida inteira do clube e hoje ele é o técnico de natação do Vasco. Fui crescendo, nadando, criando amor pelo Vasco e pela natação. Quando meu pai recebeu a notícia que começaria a trabalhar no Vasco, ele me convidou para nadar com o treinador Silmar. Antes do Vasco eu passei por dois clubes de natação.

Caca com as medalhas em São Januário (Foto: Bruna Teixeira/ Vasco)

Como foi citado antes, Caca se destaca pelo desejo de viver tudo intensamente, administrar grandes atividades e sair bem em todos os desafios que ela escolhe participar . A nadadora explica como lida com toda pressão e a rotina do dia a dia apertado:

– Hoje faço muitas atividades como: Estudar, cantar, dançar, nadar, lives e participo de rodas de samba. É bem difícil administrar tudo. No início do ano, quando ainda não tínhamos a pandemia foi uma confusão e não sabíamos como iríamos fazer. Depois entrou a pandemia e ficou mais complicado ainda, porque as atividades pararam e depois começaram a voltar. Minha vida é bem corrida mesmo. O treino aqui no Vasco termina 17 h e às vezes se estende para 17 h:30. Eu preciso estar em casa 18 h para o Jazz. Como eu disse antes, também canto e quando não posso vir para natação eu procuro no dia seguinte pegar mais pesado para compensar o dia anterior. A verdade é que eu amo todas as atividades que eu faço e procuro me esforçar para não precisar abrir mão de nenhuma.

Caca com a bandeira do Vasco na plataforma (Foto: Bruna Teixeira/ Vasco)

Vascaína desde o berço, ela enfatiza o orgulho que sente ao vestir a camisa do Club de Regatas Vasco da Gama. Para Caca o Vasco estreita os laços familiares e tem uma simbologia muito forte na vida dela. Quem conversa com a jovem percebe o quando é importante para ela honrar o caminho que o pai escolhe para seguir. Ela destaca que também escolhe diariamente vestir a Cruz de Malta. A vascaína relata sobre o significado de carregar uma camisa tão pesada todos os dias:

– É uma honra representar a camisa do Vasco. Eu fico com orgulho, porque venho de uma família vascaína. Por exemplo, o meu pai treinava no Vasco desde pequeno. Quando vou para uma competição com a Cruz de Malta, eu penso no meu pai e fico emocionada. Literalmente fico com vontade de chorar quando penso em tudo que isso representa. Sei que estou seguindo o mesmo caminho que o meu pai seguiu e sinto muito orgulho de me inspirar nele.

Treinador Márcio, pai da Caca com ela (Foto: Divulgação/ Vasco)

A jovem precisa lidar com as cobranças diárias do técnico e do pai, mas ela enfatiza que se diverte bastante e sabe que eles querem o melhor para ela. Caca explica sobre o diferencial de ter um pai presente com o olhar de treinador por perto e de forma descontraída finaliza o bate-papo contando sobre a rotina da família Nascimento antes de uma competição:

– Ser filha de um técnico é um pouco difícil. Meu pai já me deu treino. Por um ano mais ou menos eu nadei com ele. Foi maravilhoso, mas ele pegava muito no meu pé. Por eu ser filha dele, ele tinha mais autoridade sobre mim que os outros técnicos. De vez em quando ele me observa na natação e fala para mim os pontos que eu preciso melhorar sem filtros. Eu também tenho o incentivo dele demais. Nos dias que estou desmotivada para treinar, o meu pai me coloca para cima e eu fico com vontade de nadar.

– A nossa rotina antes das competições costuma ser comer bastante macarrão. É o alimento que ele mais faz para mim quando eu vou competir. A família inteira acorda muito cedo para se preparar. É uma correria no dia. Precisamos arrumar as bolsas que são muitas, mas quando chegamos no local da competição tudo melhora e focamos apenas em dar o nosso melhor.