Protagonista nos anos 90, Valdir Bigode sonha com novo tricampeonato

sábado, 28/01/2017

A caminhada cruzmaltina no Campeonato Carioca 2017 se inicia neste domingo (29/01), às 17 horas, contra o Fluminense. Quando a bola rolar no Estádio Nilton Santos, o Gigante da Colina começará a correr em busca de um feito que não consegue alcançar desde a década de 90: vencer três estaduais de forma consecutiva. Para atingir sua meta, o Cruzmaltino conta com um grande trunfo: o conhecimento de um ídolo.


Valdir Bigode durante treino em São Januário- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Auxiliar de Cristóvão Borges, Valdir Bigode foi um dos principais personagens do único tricampeonato estadual da história vascaína. O atacante, inclusive, foi o jogador que mais balançou as redes no Campeonato Carioca de 93 (as outras duas taças foram levantadas nos anos de 92 e 94). Com 292 jogos e 144 gols pelo Vasco, o ídolo acredita que o elenco atual possui totais condições de repetir o feito de 23 anos atrás.

– Temos totais condições de ganhar o tricampeonato nesse ano, não tenho dúvidas disso. Vamos disputar de igual para igual com os nossos adversários. Iremos trabalhar forte, sempre com muita dedicação. Precisamos ter muita concentração ao longo de toda a competição. Nos momentos que tivermos oportunidades para ganhar o jogo, temos que matar. Se formos eficientes, temos grandes chances de atingir o nosso objetivo – afirmou Valdir Bigode.

Ao ser perguntado sobre a importância das conquistas estaduais para a sua carreira, o ex-atacante não escondeu a emoção. Para Valdir Bigode, que foi promovido em 1992 após brilhar na conquista da Copa São Paulo com o time sub-20, iniciar a carreira no profissional levantando títulos é algo que não tem preço. O ídolo se sente honrado por ter se destacado no único tricampeonato estadual do Vasco.

– O que vem na cabeça quando lembro do tricampeonato é o início da minha carreira. Tive a oportunidade de iniciar minha trajetória com grandes jogadores. Em 92, no primeiro título, fui um décimo segundo jogador. Sempre que alguém era substituído no ataque, eu entrava. No segundo ano, já tive a responsabilidade de ser um dos protagonistas e fui. Fui artilheiro da competição e ajudei o clube a vencer novamente. Na última conquista, já era protagonista e participei bem. Não fui o artilheiro, mas contribui bastante – concluiu o auxiliar técnico.


Ídolo Valdir Bigode brilhou no primeiro jogo da final de 1993- Foto: Arquivo do Jornal O Globo