Em 22/06/2016 às 17h04


Caio Oliveira representará o Vasco nos Jogos Paralímpicos no Rio

Por: Marcella Macedo

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Caio Oliveira é esperança de ouro para o Brasil nos Jogos Paralímpicos em 2016 - Foto: CPB

Caio Oliveira representará o Vasco da Gama nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O nadador, que passou quatro anos longe da Colina, retornou ao clube no início deste ano, como promessa para as Paralimpíadas. O vascaíno nasceu com má formação congênita e conheceu o esporte por meio da fisioterapia.

– A natação entrou na minha vida como fisioterapia, acabou virando lazer e, por fim, se tornou a minha principal atividade. Quando adotei-a como profissão, iniciei no mar, pois competia com pessoas sem deficiências e lá era onde a minha menos aparecia. Em 2010, eu fui para a piscina e comecei a nadar no paralímpico, foi quando eu conquistei o meu primeiro Brasileiro pelo Vasco – comentou o atleta.

O cruzmaltino garantiu sua vaga nos Jogos, no início deste mês, na Alemanha. Caio atingiu a marca de 4:33.14 nos 400 metros livre, nadando pela classe S8, assumindo assim o terceiro melhor tempo do mundo. O jovem possui grandes chances de medalhas no torneio.

– Consegui o índice olímpico em Berlim, onde bati o recorde das Américas, o que me coloca totalmente na briga pelo pódio. Essa será minha segunda Paralimpíada, além disso tem um gosto mais especial por ser em casa. Eu estou muito feliz, mas ciente de que tenho que me preparar ainda mais para a competição – destacou o vascaíno.

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                                                                                              Foto: CPB

A busca pelo índice continua. A última chance para a participação no evento mundial acontece no próximo final de semana (25/06 e 26/06), em São Paulo. O Vasco tem além de Caio, Roberto Alcalde também confirmado para os Jogos. Camille Rodrigues e Suzana Schnarndorf nadam para garantir passagem para o Rio de Janeiro.

– Acho que vai ser um grande disputa para os atletas que buscam a vaga. Desejo toda sorte do mundo a eles. A primeira chance que foi no Open Rio há cerca de dois meses, eu não nadei bem e sei como fica a cabeça quando as coisas não saem como a gente quer, mas usei isso como combustível. Para mim, essa competição será um treino, pois é justamente na piscina em que eu realizo os meus treinamentos, no Centro Nacional Paralímpico. Tenho certeza que mais índices hão de sair de lá – finalizou o jovem.

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