Em 10/07/2020 às 09h44


Júnior Lopes e Kosloski falam sobre início de trabalho e miram estreia no Brasileirão

Por: Matheus Babo

São Januário, Rio de Janeiro

A Vasco TV teve dois convidados especiais nesta quinta-feira (10/7). Júnior Lopes e Thiago Kosloski, auxiliares do técnico Ramon Menezes, participaram da entrevista coletiva e responderam perguntas enviadas por vídeo pelos repórteres que acompanham o dia a dia do Gigante da Colina. O assunto mais abordado pela dupla foi a preparação para o próximo desafio do Cruzmaltino, marcado inicialmente para dia 9 de agosto, diante do Palmeiras, no Allianz Parque. 

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Júnior Lopes, Ramon e Thiago Kosloski observam o treinamento do time no campo anexo de São Januário (Foto:
Rafael Ribeiro/Vasco)

- Quando começa o Campeonato Brasileiro, todas as grandes equipes buscam o título sem dúvida. O Vasco é grande, vamos colocar no G-12, com os quatro de São Paulo, os quatro do Rio, os dois do Rio Grande do Sul e um de Minas não está na Série A, que é o Cruzeiro. Essas equipes sempre quando entram na competição, elas entrando buscando o título, e o Vasco não vai fugir disso. Pelo menos no início da competição, nosso pensamento é chegar o possível lá na frente. Vamos vendo como a competição desenrola, mas a nossa ideia é jogo a jogo, ir vencendo. Quem sabe a gente estreia no Palestra Itália, vem de uma vitória. Aí vem no segundo jogo contra o Sport e consegue uma segunda vitória. Aí faz seis pontos, motiva e entra forte na competição. É uma competição muito longa, desgastante, e você vê aonde pode chegar ao longo dela. Mas lógico que num primeiro momento, o Vasco busca o título, sim - disse Lopes.

Recém-chegado ao Vasco, Tiago Kosloski falou sobre o início da trabalho da nova comissão e como o grupo de jogadores aceitou a metodologia implementada por Ramon Menezes. O auxiliar fez um balanço dos primeiros dias de trabalho e também do desempenho nos dois primeiros jogos, contra Macaé e Madureira, explicando como os detalhes e o comportamento dos jogadores vem sendo importantes:


- Acho que o principal ponto foi a aceitação das ideias e a mudança do comportamento. Isso é muito difícil, e era um desafio muito grande para a nossa comissão. Hoje, depois desses dois primeiros jogos e cerca de 20 dias de trabalho, agora temos de fazer alguns ajustes em termos de variação e de posicionamento, porque são os pequenos detalhes que fazem diferença. E inserindo comportamento que a gente quer. Os atletas vêm comprando a ideia e executando de uma maneira que nos deixa bastante feliz. E com certeza bastante esperançosos e empolgados de que as coisas vão acontecer da maneira que a gente quer. Temos que achar o equilíbrio entre defesa e ataque, que é a nossa principal meta para esse início de competição.

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Quais objetivos do Vasco no Brasileiro?
Kosloski: Não pode pensar diferente. Uma equipe da grandeza do Vasco tem que sempre brigar nas primeiras posições. Claro que sabemos que há equipes na nossa frente, tanto em relação a um trabalho mais longo e quanto ao investimento. Temos que correr atrás para diminuir essa diferença. É jogo a jogo. Aí durante o campeonato vamos ter a noção se vamos brigar pelo título, por Libertadores ou por Sul-Americana.

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Thiago Kosloski chegou ao Vasco com Ramon Menezes (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Pausa agora é prejudicial?
Lopes: Não vejo de forma negativa, fizemos dois bons jogos e jogos que serviram para diversos tipo de avaliações, sejam individuais, coletivas, táticas ou técnicas. Acredito que a gente possa aproveitar essa nova parada de 30 dias para o grupo evoluir. Ramon conhecia melhor os atletas, está há um ano e meio aqui. Eu e Thiago estamos no dia a dia há um mês. Acho que até mesmo para o Ramon essa parada foi benéfica. Pudemos ver algumas adaptações que Ramon fez para ver se serve ou não. Esses dois jogos serviram como parâmetro muito interessante.

A pandemia dificulta a marcação de jogos-treinos. É importante ter algum amistoso?
Kosloski: A gente queria ter passado para a semifinal, mas vejo essa nova parada como muito positiva. A gente pôde analisar nossa equipe nesses dois jogos, chegou-se algumas conclusões sobre necessidade de melhora. Precisamos ter jogos-treinos, mas, por conta da pandemia, precisamos ser cuidadosos. Deixamos isso a cargo da diretoria. Também acho que essa parada vai ser muito benéfica principalmente para o Ramon colocar alguns conceitos que estão em fase inicial. Com certeza isso vai refletir nos jogos subsequentes que temos no Brasileiro.

Acreditam que o Vasco vai conseguir manter na temporada a alta posse de bola demonstrada contra Macaé e Madureira?
Lopes: É um conceito do Ramon e da nossa comissão. É importante ter a posse de bola dentro e fora de casa. Quem tem a bola está mais perto da vitória sempre. Temos trabalhado bastante essa questão da circulação e da posse de bola.

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Júnior Lopes já trabalhou no Vasco em outras oportunidades e retornou em 2020 (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Benítez e Bruno César lutam por posição?
Lopes: Hoje é importante o atleta executar várias funções. No Independiente, ele jogava mais pelo lado direito, mas também pode jogar pelo lado esquerdo e centralizado. Ele não vai brigar diretamente com o Bruno César. No último jogo, o Ramon não tirou o Benítez, tirou o Vinícius. E o Benítez ficou centralizado. Bruno César entrou bem, Benítez seguiu bem, e nós ficamos com um meio de bastante poder técnico.

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