Em 14/08/2014 às 15h44


Vascaíno Carlos Drummond de Andrade comemoraria 110 anos

Por: Fabio Ramos

Poeta, cronista, tradutor brasileiro e vascaíno, Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira-MG, em 31 de outubro de 1902 e, se estivesse vivo, completaria hoje 110 anos de vida. Em sua infância, estudou em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. De volta para Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, onde teve seus primeiros trabalhos publicados, na seção “Sociais” do jornal.

Durante sua vida, foi um torcedor discreto e apaixonado pelo futebol nacional. Em mais de cinco mil crônicas e poemas que publicou, durante quase 60 anos de carreira (de 1930 a 1987), abordou o assunto com muito entusiasmo. Em 2002, seus netos Luis Mauricio e Pedro Augusto, como forma de homenagear o centenário do avô, reuniram uma bela coletânea, com várias crônicas, e publicaram o livro: “Quando é dia de Futebol”.

Nele, Drummond evidenciava uma de suas maiores paixões, o Vasco. Com alguns poemas dedicados ao Gigante da Colina, o poeta revela nos textos um pouco de sua identidade, seu lado revoltado, preocupado, realista e até sugestivo sobre o futebol. Relacionava o esporte com a política que, na época, parecia querer esconder os problemas do país nos “feitos heroicos” do futebol.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987.

“E viva, viva o Vasco: o sofrimento

há de fugir, se o ataque lavra um tento.

Time, torcida, em coro, neste instante,

Vamos gritar: Casaca! Ao Almirante.

E deixemos de briga, minha gente.

O pé tome a palavra: bola em frente”

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